Aquele homem ergueu o olhar e analisou o entorno com cautela, como se garantisse que não havia testemunhas.
Não se inclinou para ajudar.
Não ligou para a emergência.
Não fez absolutamente nada.
Depois de alguns segundos que pareceram intermináveis, virou-se, voltou calmamente para o carro e partiu — desaparecendo na estrada como se nada tivesse acontecido.
Fechei o MacBook com um estalo seco. O som ecoou na praça como um ponto final violento.
O nó em minha garganta apertou até quase me sufocar.