Alina Montserrat
Eu estava deitada no chão da sala, encarando o teto como se ele tivesse alguma resposta para os meus problemas. Não tinha. Nada tinha.
Helena ocupava uma das extremidades do sofá, concentrada em um livro que provavelmente já estava lendo pela terceira vez. Atlas permanecia na mesa próxima à janela, digitando alguma coisa no notebook enquanto alternava entre mensagens, planilhas e telefonemas.
E eu? Eu estava enlouquecendo. Lentamente. Silenciosamente. A cada dia que passava, aq