Maila
Era amarga, e sabia bem disso. Olhei para o homem sentado à minha frente e não tive coragem de revelar a verdade. Como diria para ele que tentei me livrar de um problema duas vezes? Era claro que aquele remédio não mataria o meu bebê, mas seria capaz de me matar. E sim, eu queria morrer. Precisava. Sentia que estava presa em uma gaiola, assim como um pássaro que, ao se iludir com o que via, deixou-se aprisionar. Sentia-me uma tola. Burra! Nunca fui viciada. Estar drogada não era para mim.