Mundo de ficçãoIniciar sessão
— Por que você não fica para passar a noite, querida? — perguntou Anne, acariciando suavemente o cabelo de Aria, sua única filha.
— Não, mamãe. É melhor eu ir para casa — disse Aria, esfregando com ternura a barriga, que estava cada vez maior. Estava quase no nono mês de gestação, prestes a dar à luz. Aria morria de vontade de conhecer seu bebê, que, segundo as previsões, seria um menino. — Mas está muito tarde. — Anne continuava relutante em deixá-la ir, apesar de já estarem na varanda. Até mesmo o carro que levaria Aria estava estacionado ao pé da escada. — Tem um motorista, mamãe. Além disso, você sabe que eu não gosto muito de barulho e agitação — disse Aria, dando a razão mais lógica. Sabia que, caso contrário, Anne não a deixaria ir embora. — É verdade — concordou Anne, finalmente. — Está bem, então. Mas assim que chegar em casa, não se esqueça de me ligar imediatamente. — Sim, mamãe. Já estou indo. — Vai com cuidado. O carro que transportava Aria saiu do enorme jardim da família. Não demorou muito para que chegassem à casa, não menos majestosa, onde Aria e Jayden moravam. Um presente de casamento da família de Jayden. — Obrigada — disse Aria quando o motorista abriu a porta para ela e a ajudou a descer. — De nada, senhora — respondeu o homem, soltando lentamente a mão de Aria. A passo lento, Aria entrou na casa. Mas antes de cruzar a soleira, deu uma olhada na garagem, onde havia um carro cinza estacionado. — Ah, o Jayden não tinha dito que faria hora extra hoje à noite? — murmurou para si mesma. Mas, em poucos segundos, balançou a cabeça. Talvez tivesse se enganado; podia ser que seu marido estivesse usando outro carro, já que eles tinham vários. Decidiu continuar para dentro. A casa estava muito silenciosa e meio escura. Era compreensível, já que os empregados já tinham saído; só voltariam pela manhã. Aria e Jayden preferiam ter um tempo a sós, sem estranhos por perto. Aria continuou caminhando em direção ao seu quarto, até que o silêncio da noite foi repentinamente quebrado ao ouvir um leve gemido vindo de sua alcova. Seus olhos se estreitaram ao ver que a porta do quarto estava entreaberta. — Eugh... Jay... ahh... Aria perdeu o fôlego pelo susto quando o gemido foi ouvido com mais clareza. O corpo da mulher tremeu e as palmas de suas mãos se cobriram de um suor frio. — Sim... assim, amor... ahh. Você é incrível... A voz soou de novo. Aria não podia estar enganada: era o suspiro de uma mulher. Engoliu em seco com dificuldade, tentando forçar seus passos, que agora pareciam pesadíssimos. À medida que se aproximava, os ofegos e gemidos ficavam mais nítidos. Ela não ouvia apenas uma mulher, mas também um homem. Aria empurrou a porta lentamente e o que viu ali fez com que a bolsa que segurava caísse no chão de uma vez. O ruído fez com que as duas figuras, que se contorciam em pleno ato de prazer, parassem o que estavam fazendo e ficassem encarando uma Aria petrificada. — O que você está fazendo, Jayden?!!! --- — Você tem certeza de que a sua esposa não vem hoje à noite? — perguntou Elena Delwes, envolvendo o pescoço de Jayden com os braços enquanto o olhava com desejo. — A família dela vai dar um jeito de prendê-la lá, então fique tranquila. Hoje à noite estamos livres para fazer o que quisermos, querida — disse Jayden, perdendo-se na curva do pescoço da mulher que era sua amante desde a época da faculdade. Nem mesmo o seu estado civil tinha conseguido pôr um fim ao caso deles. Ambos tinham concordado em manter o relacionamento em segredo. Embora fosse torturante, eles aproveitavam intensamente. — Eugh... você não deveria estar lá também, Jay? — perguntou Elena com dificuldade, já que Jayden não parava de beijar o seu pescoço. Para ser mais exato, ele a beijava com uma intensidade feroz. — Para quê? Além do mais, passei o dia todo com ela. Hoje à noite eu quero estar com você, Elena — respondeu Jayden, arrancando um largo sorriso dela. Após dizer isso, os lábios carnosos de Jayden pousaram com suavidade sobre os lábios finos de Elena. Compartilharam a ansiedade de quase uma semana sem se verem da forma mais deliciosa possível. As roupas de ambos ficaram espalhadas pelo chão. A cama *King size* que Jayden e sua esposa, Aria, costumavam ocupar era agora a testemunha silenciosa da união entre Jayden e Elena. — Ahh... senti tanta a sua falta, Elena — sussurrou Jayden, começando a bombear sobre o corpo dela. Seus movimentos faziam Elena sentir como se estivesse flutuando em um mar de prazer. A mão pequena de Elena se esticou para acariciar a bochecha de Jayden, fazendo-o sorrir enquanto ele continuava investindo com força contra o centro dela. A pele exótica de Jayden brilhava, encharcada de suor como se fosse mel derretido, uma visão linda que acendia ainda mais a paixão de Elena. Suas mãos finas, com a manicure recém-feita, afundaram no cabelo de Jayden, puxando-o levemente enquanto as sensações se tornavam cada vez mais avassaladoras. — Não me aperte tão forte, Elena... ah! — disse Jayden, sentindo como o corpo dela o envolvia com força, acelerando as ondas de prazer. O sangue de Jayden pulsava com ímpeto; seu coração batia a mil por hora. — Diga, Jay! Eu sou muito melhor do que a sua esposa, não sou?






