— Isso... é ridículo!
Amélia finalmente conseguiu dar um passo para o lado, caminhando apressada em direção ao banheiro sem olhar para trás.
— Eu não queria beijo nenhum, estava... apenas distraída!
— Achei que você estava me enviando um sinal, Kroschka(pequena)...
Ele falou, a voz carregada de um divertimento cortante.
— Não seja ridículo, senhor Volkov!
Ela já estava com a mão na maçaneta, o rosto em brasas.
— Ha!
Dmitri exclamou, fingindo uma indignação teatral.
— De novo com essa formalidade? "Senhor Volkov"!? Quando você me beijou antes não parecia tão preocupada com títulos.
— Não foi assim... Preciso... de um banho!
Ela sentenciou, batendo a porta e trancando-a, o som da trava sendo o seu único alívio momentâneo.
Amélia demorou o máximo que pôde. Deixou a água quente relaxar seus músculos, mas sua mente continuava projetando a imagem de Dmitri na toalha. Quando finalmente reuniu coragem para sair, vestindo um robe de seda que cobria tudo, ela espera