Amélia parou sob a marquise, ajustando as sacolas nos braços e suspirando ao ver o reflexo da água nas poças que se formavam. Estava sem guarda-chuva e a umidade trazia de volta um pouco daquele desconforto vago que sentira no dia anterior.
O celular vibrou em sua mão. Era Dmitri.
— Você já está em casa, moya Lia?
A voz dele soou baixa e direta, com aquele leve sotaque que sempre a acalmava.
— Não, deixei as crianças na escola e acabei de sair do shopping Central. A chuva me pegou de surpr