Eu voltei para o orfanato onde eu tinha crescido.
Desde que a diretora Joseane tinha morrido, o lugar tinha fechado as portas por falta de dinheiro.
O prédio velho e desgastado já não tinha mais a animação de antes, o muro estava coberto de musgo, e o portão de ferro tinha enferrujado.
Eu fiquei do lado de fora, e meus olhos arderam.
Quando eu era bem pequena, eu tinha sido abandonada na porta do orfanato.
Foi a Dona Joseane que me encontrou e me criou.
Ela tinha sido o único calor da minha vida