Leonel Bianchi
A brisa do Mediterrâneo, em Positano, costumava ser descrita como o ar mais puro do mundo, um bálsamo para as almas cansadas. Para mim, ali, diante da fachada de mármore e buganvílias de uma cafeteria que ostentava o luxo ostensivo que a minha mãe sempre idolatrou, aquele ar parecia carregado de veneno. Cada passo que dei em direção àquela mesa ao ar livre pesava toneladas. Eu não estava apenas caminhando até a mulher que me deu a vida; estava caminhando em direção ao fantasma