Silvia Silva
O Mediterrâneo estendia-se diante de mim como um espelho imenso, um azul tão profundo que, por vezes, parecia engolir os meus próprios pensamentos. O vento soprava leve, trazendo o sal e a promessa de um recomeço que eu, teimosamente, me recusava a aceitar. Eu estava em uma costa distante, fugindo da sombra de um homem que, mesmo a milhares de quilômetros de distância, ainda habitava cada um dos meus suspiros.
O som do meu celular, pousado sobre a mesa de vime, quebrou a melancoli