A manhã em Seul nasceu cinza.
Fria.
Pesada.
E Valentina já estava acordada havia horas.
O apartamento permanecia silencioso enquanto ela analisava documentos espalhados pela mesa de vidro da sala.
Fotos.
Transferências bancárias.
Nomes falsos.
Empresas fantasmas.
Tudo ligado ao mesmo rastro.
Ao mesmo fantasma.
Kang Ji-hoon.
O pai dela.
Ou alguém usando o nome dele.
Os olhos de Valentina percorriam os arquivos lentamente enquanto o café esfriava intacto ao lado do notebook.
Ela odiava café.
Mas