Mundo de ficçãoIniciar sessãoEm Meados de 1990 uma família decidiu adotar um filho, e a chegada desse filho mudou a vida de todos daquela família, a vida deles seguiu em paz até a noite do crime, depois daquela noite tudo entre eles foi afetado.
Ler maisA campainha começa a tocar no momento que eu chego no centro da minha sala de visitas. Largo a mochila de Alice em cima do sofá e vou atender a porta no mesmo instante, e para a minha surpresa encontro o Dante Travel em pé no corredor do hotel. Contudo, o homem me lança um olhar indecifrável que me inquieta.
— Dante? — questiono, porém, ele faz um movimento inesperado aproximando-se e me puxa bruscamente para perto do seu corpo. Inevitavelmente ofego e me pergunto por que estou permitindo isso, mas não contrato, até porque os seus lábios tocam os meus famintos, devoradores, me tirando a capacidade de pensar, de falar qualquer coisa. No entanto, me pego segurando firme em seus ombros, apertando-os com força, sentindo cada músculo rígido por cima do terno caro e permito que a sua língua invada a minha boca, iniciando um duelo gostoso com a minha. É como uma dança sensual, possessiva e quente. Imediatamente o seu corpo começa a se movimentar com uma agilidade incrível e eu escuto a porta bater logo em seguida. Uma mão sua aperta os meus cabelos bem próximos da minha nuca, enquanto a outra segura firme a minha cintura mantendo-me colada a ele. Uma teia quente e lasciva me envolve e o meu coração parece perdido em seu próprio ritmo. O sangue esquenta violentamente, queimando as minhas veias, e o fôlego falta, trazendo um formigamento diferente entre as minhas pernas.— Dante! — Solto um som arrastado, totalmente desconhecido por mim. Um tipo de gemido, um miado. Em algum momento ele deixa a minha boca, deixando-me ávida por mais do seu sabor e mordisca levemente a pele do meu pescoço. Minha pele se arrepia e automaticamente me estou cheia de desejos insanos.— Eu quero você, Lili! Droga, como eu preciso de você! — rosna com a voz rouca, tomada de um desejo cru, enquanto beija ardentemente o meu colo. Ofegante, eu fecho os meus olhos para apreciar esse toque ardente, arqueando as minhas costas e jogo a cabeça para trás, lhe dando mais acesso.— Mãe? Mamãe, acorda! — Forço-me a abrir os olhos e percebo que tudo não passou de um sonho... quer dizer, sonho não, de um pesadelo! Eu estava sonhando com o cafajeste do pai da minha filha?! Mas que merda é essa, Lilian?! Sim, estou frustrada, irritada... na verdade, eu estou é revoltada mesmo! Com que direito aquele cretino invadiu os meus sonhos? Quem lhe deu tamanha liberdade? Não acredito que isso aconteceu comigo!Filho da mãe!!!— Mamãe? — Alice insiste, então tiro os meus olhos do teto para finalmente fitá-la. Deus, que vergonha! Com um resmungo eu me sento no colchão para encontrar a minha bonequinha ainda de pijama.— Oi, querida, a mamãe já está acordada! —Ou, onde está a minha educação? Eu sempre me esqueço que vocês estão bem aí, de olho nas histórias e creio que não entenderam nada do que aconteceu até aqui, né? É meio confuso mesmo, mas para entender melhor esse dilema um tanto trágico eu preciso voltar ao começo de tudo. O meu nome é Lilian Ricci, tenho vinte e cinco anos e sou descendente de italianos, mas a minha história não começa no meu confortável berço de ouro e sim em um colégio interno, exatamente quando eu completei dez anos de idade. Mas já vou avisando que tem muito drama escondido nessa parte da minha vida, porém, garanto que você vai gostar de saber os detalhes sórdidos e vai odiá-lo tanto que eu o odeio... ou devia odiar? Não, eu o odeio por tudo que fez e até pelo fato de existir. Enfim, você vai entender os meus motivos nos próximos capítulos. Nesse caso, nos vemos lá.Cinco anos se passaram, Evan confiava plenamente em Jefferson, seu melhor amigo ali dentro, e agora ele tinha suas memórias de volta, conseguia separar os acontecimentos, entendia seu sentimento e até tinha conseguido falar com seus pais como fazia no passado antes de todas aquelas coisas acontecerem .Era natal outra vez, a neve se prendendo ao solo, e agora do carro da família vinha um rapaz com uma beca azul e um chapéu de formatura carregando um diploma nas mãos, aquele rapaz animado cortava o jardim da clínica psiquiatra, sua corrida afoita na direção de Evan, mostrava o quão ele estava desesperado para lhe mostrar o documento.— Me formei, eu sou um advogado agora. — Falou Daniel risonho e com a voz um pouco elevada.— Parabéns amor, que grande dia para você, fico feliz que tenha conseguido. — Evan tinha um sorriso doce, e também tinha novidades. — Bom, acho que sua festa de formatura é hoje a noite, quem você vai levar ao baile?Daniel fico
O tempo foi passando, Evan, ainda seguia cheio de mágoas, tanto ele como Daniel já tinham se recuperando fisicamente, Evan trancou a faculdade, se fosse continuar, talvez fosse para outro estado, todos na faculdade sabiam do que tinha acontecido, e a maioria não acreditava nele, como também sofria muito preconceito por ser gay.Talvez em um lugar diferente ele pudesse recomeçar sua vida, sem aquela mancha em seu passado, entretanto por hora ele queria se recuperar de todos os traumas que passou dentro da prisão.E nem era falta de perdão que angustiava seu coração, ele sentia que só podia confiar em Daniel, colocando todas as suas escolhas nas costas do mais novo.No final daquele ano, a família se reuniria na fazenda, lá passariam o natal, a época mais cintilante do ano, as crianças sempre muito agitadas, correndo pela casa de Agnes, e os dois mais velhos Juntos na sala de estar, apenas Daniel interagia, Evan tinha o olhar parado e vago, não conseguia se com
Alice, estava ao lado da cama falando com uma enfermeira, o assunto parecia estranho a quem ouvia, algo como pós traumático, Richard preocupado na porta, e pela janela, podia ver os outros membros da família, estavam preocupados, mas com quem exatamente, esse questionamento partia de Evan, a única pessoa que lhe importava estava ao seu lado segurando suas mãos, os cabelos claros, compridos abaixo dos ombros, a face calma.— Que bom que acordou, estávamos preocupados com você. — A voz de Daniel lhe tirava do devaneio.— Estou livre? — Pergunta parecia ser tão tola quanto o julgamento.— Está sim, logo vamos para casa, o pesadelo acabou Evan. — Daniel falou calmo segurando as mãos de Evan.— Pesadelos... — murmurou pensativo. — revivi todos que tive desde a infantil naquele lugar.Alice escutava a conversa dos rapazes de maneira disfarçada, a movimentação no corredor também parecia que não ajudaria em nada.Era hora de se sentir grato e
Foi em uma manhã fria, um temporal se aproximava, o vento cortante e afoito vinha abrindo caminho para a chuva, essa chegaria em breve, sem dar espaço para nada.Sair com escolta da ala da enfermaria parecia ser o começo do fim, os insultos, as ameaças, Evan sentiu medo, e qualidade um na situação dele sentiria, que animal tentaria contra o próprio irmão afinal?Foi mantido segredo de Evan que cinco minutos antes do julgamento ele conversaria com Daniel, então ele não sabia o motivo de estar indo para uma sala privada.Tratado como um criminoso qualquer, suas mãos algemadas a mesa, um guarda o olhava com desprezo, o que ele poderia esperar a seguir, seria no mínimo mais acusações.Sua vida toda passava como um filme em sua cabeça, todas as vezes que brigou com Daniel por coisas bobas, todas as vezes que assumiu a culpa no lugar de Daniel, e princ





Último capítulo