Capítulo 7

—Bem-vindo! E sim, o convite continua de pé, apesar de estar surpresa de que você tenha aceitado.

— Entra, a padaria já fechou, se você demorasse um pouco mais, não me encontraria aqui.

Aslı se afastou para dar passagem para o advogado, e o cheiro do perfume dele não passou despercebido por ela.

A jovem trancou a porta, mesmo sendo um bairro tranquilo, não era bom brincar com a sorte.

— Venha, você pode se sentar nessa cadeira aqui, que vou preparar o café para você e os biscoitos não demoram mais que 10 minutos para ficarem prontos. 

— Na verdade, eu preparei a massa para amanhã não tem meia hora.

Volkan se sentou numa cadeira, que de onde ele estava, conseguia ver Aslı se movimentando por detrás do balcão. Ela usava outro vestido, parecido com o daquela manhã e os cabelos estavam presos num rabo de cavalo. Ela se movia com rapidez e facilidade e Volkan não tirava os olhos dela, que uma vez ou outra virava o rosto e sorria para ele.

— Aslı, foco garota, não se distraía com o olhar desse homem, e será que devo avisar Elif? Quer dizer, ele disse o nome dele, está usando um paletó que deve custar o preço do meu carro velho, um perfume com cheiro de caro, mas e se ele for um maníaco?

— Não pense besteira! O homem está sendo apenas gentil, ele não vai te matar ou nada do tipo.

— Vou enviar uma mensagem para Elif, mas avisando que vou me atrasar.

A jovem foi até o caixa e pegou o seu celular, enviou uma mensagem para Elif pedindo que avisasse Ayla que chegaria um pouco atrasada e se a cunhada poderia ficar de olho na filha e na babá. Enquanto Aslı prestava atenção no forno, para que os biscoitos não queimassem, o celular apitou avisando que uma mensagem tinha sido enviada.

— "Não se preocupe com nada, eu vou dispensar Ayla e se a sua demora for um encontro com Ali, pode demorar o tempo que for. Omer me contou que hoje à tarde ele disse que iria te convidar para sair.

Beijos e boa diversão "

—Ali? Aslı falou o nome do amigo baixinho, para que Volkan não ouvisse, e foi até o contato dele, lendo o recado de que Ali passaria na padaria para levá-la até a barraquinha de comidas que ela tanto amava.

Aslı foi até a parte de trás da cozinha e ligou para Ali rezando que ele não estivesse perto da padaria.

No segundo toque, o comissário atendeu e já foi logo avisando que estava saindo da delegacia e que, em breve, estaria passando para buscá-la.

— Oi Ali, é que eu não estou na padaria. Já saí e tenho um assunto pessoal para resolver. Desculpa-me só li a sua mensagem agora, podemos marcar para outro dia?

Aslı inventou uma desculpa qualquer e agradeceu aos céus por Ali ter se atrasado no trabalho.

— Tudo bem, eu deveria ter te ligado, mas Omer me disse que você ficaria sozinha com Ayse e eu sei como o movimento é grande perto do final de semana. Então, marcamos um encontro? O que acha de irmos nós três até o parque no domingo? Amanhã e depois eu vou estar de plantão com Omer.

— Tudo bem, marcamos para o domingo. Vou preparar o sanduíche que você gosta e te espero lá em casa.

A jovem desligou o telefone e voltou para o salão. Volkan estava de pé examinando o lugar.

—Me desculpa, tive que sair para atender uma ligação. Era minha cunhada me perguntando se eu já estava indo.

Volkan aproveitou para perguntar da moça, se ela era casada ou não, a curiosidade em saber o estado civil dela é que o fez ter coragem de ir até o trabalho dela.

—E seu esposo? Espero que ele não se importe, de me encontrar aqui, quando ele vir te buscar.

—Esposo? Eu não sou casada, sou mãe solteira, quer dizer eu sou viúva.

Volkan respirou aliviado ao saber que ela era solteira, mas lembrou da idade da filha e se perguntou com quantos anos ela foi mãe.

—Você me disse que sua filha tem 10 anos, mas você não parece ter mais do que 21/22.

—22? Eu? — Aslı riu ao responder. Na verdade, ela sempre sorria quando estava nervosa e aquele homem, na sua frente, a deixava não apenas nervosa, mas também confusa por não saber o que responder.

— Eu tenho, 26 anos não faça essa cara de espanto, que é a mesma de todas as pessoas que descobrem que sou uma jovem viúva com uma filha dessa idade.

 — Eu me casei aos 15 e fui viuva aos 18. Agora vou buscar os seus biscoitos que o forno acabou de apitar.

A jovem foi até a parte onde os biscoitos, cafés e sucos eram preparados. Volkan voltou para a cadeira onde estava sentado.

Aslı preparou um belo prato de biscoitos, com café e o copo de água e esperava que o homem gostasse do café ao estilo turco, já que homens como ele, quando apareciam por ali, sempre pediam o café filtrado.

Depois de tudo pronto na bandeja, a moça o serviu. Volkan a olhava admirado enquanto Aslı arrumava as coisas na mesa.

— Bom, não sei se o café é como você gosta. Homens como você, aqui na padaria, sempre pedem o café preparado dessa forma.

— Eu bebo café turco e os seus biscoitos são deliciosos.

Aslı o serviu e se sentou ao lado de Volkan, que bebia o café e comia os biscoitos com grande entusiasmo.

— Você não vai beber também?

— Eu passo o dia quase que inteiro bebendo café e comendo biscoitos, mas prometo que, na próxima vez, quero dizer, se um dia você voltar aqui novamente, eu beberei contigo.

Aslı tentava não admirar a forma que ele segurava a xícara ou mastigava, mas era como se algo a atraísse naquele estranho agradável.

— o seu café é tão bom quanto os biscoitos que comi mais cedo.

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