A árvore era grande.
Dante parou embaixo dela e olhou para cima. A luz que chegava entre as copas ainda era fraca - aquele azul cinzento de antes do amanhecer que tornava tudo sombra e contorno. Ele desligou a lanterna.
Ficou em silêncio por um momento.
- Lorena.
A voz saiu baixa. Não era um chamado - era quase uma conversa, o tipo de tom que se usa quando se sabe que a pessoa está ouvindo mas ainda não decidiu se vai responder.
Nada.
- Sou eu.
O vento mexeu nas folhas acima. Dante não desviou