Lucas Ferraz não gostava de depender de informações indiretas.
Mas, nos últimos dias, era exatamente isso que vinha acontecendo.
Ele já não estava no centro das decisões. Já não participava das reuniões mais sensíveis. Já não tinha acesso imediato às movimentações que antes chegavam até ele sem esforço.
E isso o irritava.
Naquela manhã, ele estava em sua sala — menor do que a que costumava ocupar, temporariamente “realocado”, como haviam chamado — quando ouviu a conversa no corredor.
Duas vozes