Marília nunca tinha considerado essa possibilidade.
Ela percebeu a humilhação nas palavras do homem, pensou na traição dele, na dor que ele lhe causara, naquela criança... e agora, na pressão que ele exercia sobre ela.
Apertando os dedos, seus cílios longos e delicados tremiam ligeiramente. Ela perguntou com indiferença:
— Você acha o quê?
Leandro sentia a raiva fervendo por dentro e mordeu os lábios dela.
— É que eu realmente não consigo abrir mão desse seu corpo viciante.
— Leandro, você ainda