Eu não sabia exatamente o que doía mais.
Se era o meu corpo, ainda pesado, lento, como se tivesse sido drenado de toda energia...
ou se era a consciência de que nada, absolutamente nada, tinha voltado ao normal.
O quarto do hospital estava silencioso demais.
Limpo demais.
Branco demais.
Como se tentasse apagar qualquer vestígio do que tinha acontecido — o que, ironicamente, só tornava tudo mais presente.
A imagem da televisão ainda estava gravada na minha mente.
Os sussurros.
Os julgamentos.
As