Arthur permaneceu diante da janela.
O mundo parecia ter parado.
O homem no estacionamento olhava diretamente para o quarto.
Mesmo de longe…
Arthur sabia quem era.
Não era um desconhecido.
Não era alguém que apareceu de repente.
Era alguém que fez parte da sua vida.
Alguém em quem ele confiou.
— Não pode ser…
Sua voz saiu quase como um sussurro.
Lívia olhava para ele.
— Arthur…
Quem é?
Ele demorou alguns segundos para responder.
Como se dizer aquele nome tornasse tudo real.
— Meu tio.
O silêncio