Enzo Romano
Ainda na porta do apartamento do Julian, totalmente encharcado e com o coração batendo na garganta, eu precisava insistir.
A chuva escorria pela minha roupa, mas o frio que eu sentia vinha do olhar de Luccas, que me encarava como se eu fosse um estranho.
Ele estava sentado no sofá, com os ombros curvados e o rosto manchado pelas lágrimas, parecendo um náufrago no meio da sala de Julian.
Eu me sentia um lixo. A culpa pesava mais que as roupas molhadas, uma âncora me puxando para