Arthur Strauss
Maya me ajudou a me acomodar no sofá de couro claro, posicionando almofadas extras para sustentar o braço esquerdo em uma inclinação ergonômica que evitava a dor fantasma. Ela se moveu com uma naturalidade tão perfeita que parecia que morávamos juntos havia anos.
— Quer que eu prepare um chá? Ou prefere água? — ela perguntou, curvando-se para verificar se a órtese não estava apertando demais o meu pulso.
- Quero whisky, com duas pedrinhas de gelo, por favor. - Maya parou, e me