Apollo Galanis
O café da máquina do hospital tem gosto de terra com água suja, mas hoje eu acho que beberia veneno e acharia doce.
Apoio o copo de plástico na mesa do meu consultório e esfrego os olhos, sentindo o peso das últimas doze horas de plantão cair sobre os meus ombros. Eu deveria estar exausto, meus músculos deveriam estar gritando por uma cama, mas a única coisa em que consigo pensar é no gosto da boca da Ana Lívia e no jeito que ela gemia o meu nome ontem à noite.
A lembrança do cor