Helena olhava para a paisagem outonal. Campos verdejantes e montanhas, havia um movimento suave naquele lugar que a convidava a desacelerar. Ela tinha o aspecto da desnutrição severa e da desidratação.
— Sei que se esforçou, mas me deixe aqui sozinha. - Ela intuia a recusa de Gregory. - Você não vai cumprir sua promessa. - Ela fechou os olhos. Dava-lhe as costas. A garganta dele se fechada, não era o único lutando por ela.
Gregory se levantou e saiu. Helena, com imenso esforço, se desvencilhou da sonda e dos acessos, o corpo todo doía. Naquelas condições, sem auxilio, não conseguiria alcançar seu fim. Ele ouviu o estampido abafado no quarto, era mais forte que ele, voltou. Ela batalhava ferozmente, puxando o corpo como podia pelo carpete, a perfuração do soro sangrava discretamente com o esforço. Ela desistiu depois de alguns metros, ofegava, exausta, baixando a cabeça sobre as mãos, com o rosto para o chão. Uma musa que parecia lamentar. Ela ainda tentou mais algum tempo, não tinha