Depois de Renascer, Dei Meu Companheiro à Minha Irmã
Depois de Renascer, Dei Meu Companheiro à Minha Irmã
Por: Ivana Jardim
Capítulo 1
— Preencha logo este formulário de companheiros e entregue o quanto antes. — Lucas bateu na mesa, impaciente.

Olhei para o formulário de registro de companheiros. A cena familiar me deixou atordoada.

Na vida passada, preenchi o formulário com devoção, escrevendo meu nome, e depois, animada, discuti com Lucas os detalhes da Cerimônia de Marcação.

Mas ele me repreendeu duramente: — Depois de pegarmos o certificado de companheiros, já seremos oficialmente companheiros. Essas cerimônias são supérfluas. Quanto à Marcação, pode ser feita a qualquer hora, não precisa ser na cerimônia!

Ele estava ocupado procurando uma pele de raposa para minha irmã, pois ela reclamara do frio do inverno.

Naquele momento, ele olhava o celular repetidamente, demonstrando impaciência.

Passei os dedos pela folha lisa do formulário, engolindo a amargura, e disse: — Se você tem algo a fazer, pode ir. Terminarei aqui e entregarei sozinha.

Ele suspirou, aliviado, e, raramente gentil, me assegurou: — Pode confiar, você será minha companheira legítima e eu serei responsável por você.

Depois, franziu ligeiramente a testa e acrescentou: — E por favor, não fique mais implicando com a Mariana, não manche a reputação dela. Vocês devem se dar bem, está bem?

Fiquei em silêncio.

Na vida passada, tentei explicar inúmeras vezes que não prejudicava minha irmã, nem a maltratava, mas ninguém acreditava em mim.

Aos olhos dele, eu era apenas uma irmã ciumenta e de coração ruim, incapaz de aceitar a fragilidade e bondade de minha irmã.

Sem esperar resposta, ele virou-se apressado e saiu.

Respirei fundo, tentando acalmar o ressentimento acumulado em duas vidas, enquanto lembranças do passado me inundavam.

Na noite em que Lucas me marcou, ele saiu dizendo que precisava cuidar da irmã ferida e não voltou para casa.

Quando o pelotão partiu para o Sul, ele levou apenas Mariana, dizendo que ela precisava conhecer as belezas de outras alcateias.

Nem no nascimento do nosso filho ele apareceu, preferindo consolar Mariana, que perdera seu companheiro.

Dediquei minha vida à família e, mesmo à beira da morte, meu filho insistia para que eu rompesse o vínculo de companheiros: — Mamãe, rompa o vínculo de companheiros com o papai. Ele ama minha tia e se sacrificou metade da vida por você. Ele merece ser feliz! Por favor, deixe-o ir.

Deitada fraca no leito do hospital, olhava para o companheiro indiferente.

Ele nada disse, apenas ficou ao lado do filho, concordando silenciosamente.

Lembrando da humilhação da vida passada, as lágrimas caíam sem parar.

"Lucas, se você realmente a ama, que assim seja."

Sentia uma tristeza profunda. Já que eles se amavam, eu abriria mão. Nesta vida, viveria para mim.

Peguei a caneta e escrevi lentamente o nome de Mariana.

Entreguei o formulário preenchido ao funcionário da prefeitura e logo recebi o certificado de companheiros.

Não me senti triste, pelo contrário, um alívio inexplicável tomou conta de mim.

Eu e minha irmã ficamos órfãs durante a guerra dos territórios e fomos acolhidas pela família de Lucas.

Sempre fui alguém discreta, que não disputava nada, enquanto minha irmã sabia agradar a todos, sempre com palavras doces. Mesmo sem fazer nada, ela conseguia conquistar toda a família Fonseca.

A mãe de Lucas, Teresa Guerra, desde cedo escolheu Mariana para ser nora.

No entanto, Mariana desprezava Lucas, que era apenas um guerreiro comum na época. Ela, fingindo não querer disputar comigo, fez com que Lucas, de bom grado, se casasse comigo.

Ela queria um companheiro melhor, mas não abria mão do carinho da família Fonseca.

Todos a elogiavam como uma irmã que sacrificou a própria felicidade pela minha.

Porém, pelas costas, ela me prejudicava repetidas vezes, machucando-se de propósito para que pensassem que eu era invejosa.

Por consideração ao laço de irmandade, sempre cedia, acreditando que, com sinceridade, um dia enxergariam meu valor.

Mas, até o fim da vida passada, nunca recebi o reconhecimento que merecia.
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