157.
Branca
O barulho da porta de metal se fechando atrás de nós ecoou pelo corredor do presídio. O som é pesado, assustadoramente agourento. Como se algo estivesse nos perseguindo.
Por alguns segundos, nenhum de nós fala nada.
Eu só continuo andando ao lado de Cássio, sentindo o coração ainda acelerado dentro do peito.
As palavras da Clara continuam rodando na minha cabeça. Cada uma mais absurda que a outra. Cássio percebe. Claro que percebe. Ele sempre percebe.
Antes que eu consiga dizer qualquer