53. Força do Hábito
Por um segundo, só consigo encarar a pessoa, sem acreditar que isso realmente está acontecendo.
Valentina está mesmo no corredor, usando um vestido azul, cabelos soltos e maquiagem perfeita.
Arrumada demais para uma manhã de domingo que, para o resto do mundo, significa pijama e preguiça.
Para ela, aparentemente, significa outra coisa.
— Amy, que prazer em te ver — diz, como se fôssemos velhas amigas.
— Oi, Valentina — respondo, mantendo a voz neutra. — Que surpresa.
— Ontem quase não tiv