Camila
O celular tocava sem parar.
Eu abri os olhos no escuro quase absoluto. A janela estava aberta e a noite tinha invadido o cômodo por completo, deixando tudo em um breu denso. Só dava para enxergar vultos e a linha fraca de luz que vinha do corredor.
Tentei puxar a mão boa por reflexo e senti um formigamento forte, quase dolorido. Ela estava dormente… e ainda presa.
Presa na mão do Ben.
Eu virei o rosto devagar, o coração já acelerando. Ele continuava ali. Deitado do meu lado, a respiração