45. PERSEGUIDA PELA BESTA
ISABELLA
Quase me arrastando pela grama, consegui chegar até a velha varanda de madeira e subir os degraus.
Com a roupa encharcada e tremendo, bati na porta, mas ninguém abriu.
— Oi? — chamei e fui mancando até a janela para olhar para o interior escuro.
Parecia uma cabana simples de descanso e, com certeza, estava ocupada, porque nada parecia descuidado ou sujo, nem mesmo o vidro da janela.
— Oi…
"Isa, acho que não tem ninguém, vamos ter que entrar sem pedir licença", minha loba me disse, preocupada e tensa.
— Sou amiga da… Mônica, por favor… — murmurei, sentindo que a temperatura aumentava, queimando meu corpo.
Era o típico que acontecia comigo quando eu forçava as restrições e hoje eu tinha feito muito mais do que isso.
Um rangido me fez olhar de novo para a porta, que se abriu numa fresta escura, como se alguém vigiasse lá de dentro.
"Não sinto o cheiro de ninguém", Thera me disse, estranhando.
Toda essa situação era de doido, mas eu não podia esperar mais.
Empurrei a porta e entr