“Giovana”
Eu olhei para a porta e o Rubens havia parado a dois passos dela, do mesmo jeito que ficava no bar do meu pai, pernas abertas, mãos juntas à frente do corpo, cara de poucos amigos. Ele era sempre gentil comigo quando eu ia ao bar com o meu pai e ele sorria e quando sorria parecia a pessoa mais divertida do mundo. Mas agora ele não estava sorrindo.
- Rubens! – Eu chamei e ele se virou em minha direção, sem sorrir, apenas aquela seriedade. Também não disse nada, apenas me olhou e esperou. – Você está namorando a minha tia?
- Nós estamos nos conhecendo. – Ele falou simplesmente, sem nenhum sorriso ou brincadeirinha que ele fazia sempre e já estava voltando a sua posição.
- Rubens! – Eu chamei de novo e ele me olhou outra vez. – A minha tia é muito legal.
- Sim, ela é! – Ele falou mais uma vez de forma mecânica e voltou a sua posição.
- Rubens! – Ele se virou para mim, mas dessa vez colocou a cabeça de lado. – É verdade que o pai do Anderson morreu e ele trabalha para ajudar a f