Deve estar aí, lambendo as feridas.
Os olhares se cruzam, e, por um instante, o tempo para. Tudo o que consigo ver são os olhos de Raed, cheios de sentimentos contraditórios que espelham os meus e eu desvio meu olhar.
—Olha pra mim. —Ele diz de repente.
Eu o encaro, triste.
—Sabe que sua expressão contristada não me toca mais.
Eu ergo meu rosto e dou com os intensos olhos de Raed. Ele pega a minha cintura e me traz junto a ele. Sinto o cheiro dele, parece uma droga e eu a drogada. Dançamos mais perto agora. Vejo a oportunidade