Capítulo 172. Esperança

"Isabella"

Minha consciência vagava para um lugar indefinido, um limbo entre a realidade e o sonho. Vozes, sons, frio. Só podia ser a morte. Mas a dor era real. O peso no peito. A luz branca no teto.

A voz de Augusto, próxima, reconfortante.

Tentei me mexer, mas o corpo parecia feito de chumbo, pesado, preso. Meu corpo reagia lento demais, como se não me pertencesse. As lembranças voltaram sem aviso: o buraco no chão, o cheiro de terra, a risada cruel de Carlos.

Incapaz de reagir enquanto me ar
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