Liel
O prédio cheirava a mofo e cigarro velho.
Paredes descascadas, corredor estreito, uma luz amarela pendurada no teto que piscava como se não tivesse decidido se ia morrer ali ou aguentar mais uma noite. Era o tipo de lugar perfeito para um profissional trabalhar sem testemunhas.
Marco Vitale escolhia bem onde fazia o serviço.
Eu estava dois degraus abaixo da porta metálica quando ouvi o som dela bater atrás de mim.
— Fecha — ele ordenou, a voz calma.
Alguma mão que eu não vi pux