O MEDO QUE APERTA O PEITO
Eu não durmo naquela noite.
Nem por um segundo.
Laura está encolhida entre mim e Henry, respirando profundamente como se nada no mundo pudesse tocá-la.
E talvez essa seja a única força que me mantém inteira, o calor da minha filha, o peso suave do corpinho dela, o jeito como ela suspira e se mexe, sempre procurando meu peito.
Mas, do outro lado da cama, Henry não fecha os olhos.
Eu sinto.
Eu escuto.
Cada movimento tenso dele, cada respiração curta. Ele está a