As mãos de Verônica tremiam.
Não por medo.
Mas porque, pela primeira vez em muitos anos...
Sentia que estava prestes a ouvir a voz da mãe novamente.
Mesmo que apenas através de palavras.
Mesmo que apenas através de tinta sobre papel.
O envelope parecia mais pesado do que deveria.
Como se carregasse muito mais do que algumas folhas.
Como se carregasse anos de silêncio.
Anos de segredos.
Anos de dor.
Helena permaneceu em silêncio.
Observando.
Esperando.
Porque sabia.
Sabia que aquele momento muda