Milena
Quando os portões gigantescos da mansão de Ulisses se fecharam atrás de nós, a realidade pareceu voltar para o lugar, mas o meu corpo continuava em outra órbita.
A adrenalina daquela loucura na avenida, com metade do meu corpo para fora do teto solar da limusine, corria pelas minhas veias como se fosse um veneno doce.
O meu cabelo estava totalmente bagunçado pelo vento, alguns fios soltos caíam pelo meu rosto e a maquiagem já devia estar borrada, mas eu não conseguia parar de sorrir.