Capturado Pela Minha Sugar Baby

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Resumen
Índice

"Quando o desespero a força a seguir por um caminho que ela jamais imaginou trilhar..." Alice, uma universitária do terceiro ano que trabalha como estagiária, é a única responsável pelo sustento de sua família. Quando sua mãe fica gravemente doente e suas economias não são nem de longe suficientes para pagar os medicamentos dela, Alice toma uma decisão que mudará sua vida: oferece-se para se tornar amante de Patrick, o frio, cativante e perigoso CEO da empresa onde estagia. Ele deixa de ser apenas seu chefe e se torna o homem que controla todos os aspectos de sua vida. Mas o que Alice não sabe é que ele já se sentia irresistivelmente atraído por seu corpo, suas curvas e seu perfume viciante, e via nela uma maneira de satisfazer seus desejos mais intensos. O que começa como um acordo baseado em interesses logo se transforma em uma complexa teia de envolvimento emocional. Quando percebe que quer sair... já é tarde demais.

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Capítulo 1

Capítulo 1

Clac! Clac! Clac!

O som dos sapatos sociais batendo apressadamente contra o luxuoso piso de azulejos ecoava pelo corredor.

Alice Burrell, conhecida por todos simplesmente como Alice, acelerou o passo ao sair do elevador no 29º andar de um condomínio extremamente luxuoso no coração da capital.

Seu uniforme universitário estava impecavelmente passado, e sua saia evasê balançava a cada passo apressado. Era uma jovem de rosto delicado e encantador, mas sua expressão estava carregada de tristeza e sua mente, de preocupação. Uma das mãos segurava com força sua bolsa a tiracolo, enquanto a outra segurava um envelope pardo, ligeiramente amassado na ponta.

Ela parou, recuperando o fôlego diante do Apartamento 2905.

Respirando fundo, ergueu a mão e bateu três vezes na porta.

Toc, toc, toc.

A fechadura fez um clique antes de a porta se abrir lentamente.

Parada ali estava uma mulher alta e esbelta, com traços marcantes e definidos. Ela vestia roupas casuais de grife e, mesmo sem maquiagem, tinha o rosto praticamente impecável.

— Alice — disse Aileen, com a voz carregada de surpresa e um leve aborrecimento.

— O que você está fazendo aqui?

A expressão de Alice desabou. Seus olhos se encheram de tristeza enquanto olhava para a irmã mais velha.

— Posso entrar e conversar com você? Só por um momento.

Aileen hesitou por um segundo antes de se afastar para deixá-la entrar.

O espaçoso apartamento era decorado em estilo moderno, adornado em tons de creme-dourado e marrom-escuro. Tudo parecia estranhamente silencioso.

Alice entrou e se sentou rigidamente no sofá no centro da sala, apertando nervosamente a alça da bolsa entre os dedos.

— Preciso da sua ajuda com uma coisa — disse baixinho, sem conseguir encarar a irmã.

— É sobre as despesas médicas da mamãe.

A sala mergulhou em um silêncio absoluto, a ponto de ser possível ouvir claramente o tique-taque ritmado do relógio na parede.

Aileen apoiou os braços no balcão da cozinha, tomou um gole de uma garrafa de água mineral e respondeu de maneira objetiva:

— Achei que já tivéssemos conversado sobre isso. Não vou me envolver mais nos seus problemas nem nos da mamãe — disse Aileen friamente, fazendo Alice morder o lábio com força.

— Eu sei que você está furiosa com a mamãe, mas eu realmente não tenho mais ninguém a quem recorrer. Você sabe que a mamãe ficou doente, e as despesas médicas são muito mais do que eu consigo pagar sozinha.

A voz de Alice tremia. Dessa vez, ela realmente estava sem saída. Por isso, precisou engolir o orgulho e implorar à irmã mais velha, que havia jurado nunca mais ter nada a ver com ela e a mãe. Tudo porque, quando os pais se separaram, a mãe havia deixado Aileen com o pai e levado apenas Alice consigo.

— Isso é problema seu — interrompeu Aileen, com o olhar se tornando gélido.

Alice ficou em silêncio imediatamente. Ela sabia muito bem o quanto a irmã ressentia a mãe. Até mesmo durante entrevistas de emprego ou aparições na mídia, Aileen nunca mencionava a mãe ou a irmã mais nova e, da mesma forma, a mãe nunca falava sobre o pai. Desde aquele dia fatídico em que tudo desmoronou e seus pais se separaram, tudo o que restava eram os ecos de duas garotinhas chorando pela família destruída.

— Mas você também é filha da mamãe. Por que não vai ajudar? Ou está esperando que algo ainda pior aconteça com ela?

Sua voz tremia levemente, e seus olhos ficaram vermelhos.

Aileen se virou.

O olhar em seus olhos não era apenas frio, era distante, como se duas pessoas estivessem em extremos opostos do planeta.

— Porque a mamãe escolheu você, Alice. Eu não faço parte daquela família há muito tempo.

Alice congelou, sentindo como se tivesse levado um tapa no rosto.

— Mas a mamãe e eu nunca pensamos assim! Ela fala de você o tempo todo. Assiste às suas novelas, acompanha tudo o que você faz, elogia você todos os dias... hic!

Alice engoliu o soluço enquanto as lágrimas começavam a se acumular em seus olhos.

Aileen suspirou, pegou uma pequena bolsa e a colocou sobre a mesa.

— Tem uma quantia em dinheiro aqui. Só posso dar isso a você desta vez, mas depois disso, nunca mais venha falar comigo sobre a mamãe. Na verdade, seria muito melhor se você também não viesse mais me ver. Não quero que ninguém saiba que tenho uma mãe e uma irmã.

Alice não estendeu a mão para aceitar a bolsa imediatamente.

Ela olhou para a irmã mais velha, alguém que costumava ser seu ídolo e a pessoa que ela sempre quis seguir, mas já não havia mais nenhum calor de irmandade entre elas.

Levantou-se devagar e assentiu levemente.

— Entendo. Obrigada pela sua generosidade. Assim que me formar, vou trabalhar para devolver o dinheiro o mais rápido possível.

— Não precisa. Considere isso o preço da minha paz e tranquilidade.

Aileen falou sem qualquer sentimento, desviando o olhar para a vista da cidade do lado de fora da janela.

— Entendido... Não vou mais incomodá-la. Esta será a última vez.

Alice apertou a pequena bolsa com força. Naquele momento, o orgulho não significava nada diante da vida de sua mãe. Ela foi embora sem olhar para trás.

Bzzz... Bzzz...

— Sim, tia?

— Alice!! O médico disse que já está na hora de pagar as despesas médicas da Piper. Onde você está? Conseguiu arrumar o dinheiro? Sua irmã emprestou para você?

Alice enxugou rapidamente as lágrimas em silêncio, mal conseguindo conter os soluços. Precisou afastar o telefone do rosto, com medo de que a tia Pearl a ouvisse chorando.

— Snif... snif...

— Alice!! Você está me ouvindo?

— Sim, estou ouvindo, tia. A Aileen me deu o dinheiro. Estou a caminho agora... Por favor, não conte para a mamãe que peguei dinheiro emprestado com a Aileen.

Ela sabia muito bem que sua mãe ficaria furiosa. Só o fato de ter deixado a irmã mais velha para trás com o pai e levado apenas Alice consigo já fazia sua mãe sentir uma enorme culpa em relação a Aileen.

— Eu sei. Apenas volte logo e pague as despesas médicas.

— Está bem.

Alice concordou rapidamente antes de seguir direto para o hospital.

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