Helena
Depois da conversa com Ricardo, eu subi para o apartamento emocionalmente destruída.
Não porque ainda existisse amor.
Mas porque algumas feridas nunca desapareciam completamente.
Elas apenas paravam de sangrar.
Luna já dormia quando entrei.
A pequena luz do abajur iluminava o rostinho tranquilo dela enquanto os braços apertavam o coelho de pelúcia gasto.
Meu peito apertou suavemente.
Ela merecia estabilidade.
Segurança.
Amor de verdade.
E por anos eu aceitei migalhas achando