Cristiano Volkov
Cristiano não voltou para casa imediatamente depois de sair dali. Entrou no carro, fechou a porta com a mesma precisão de sempre e deu o endereço ao motorista sem olhar para frente, sem mexer no celular, sem qualquer sinal de pressa. O silêncio dentro do veículo não era vazio, mas denso, como se o espaço tivesse sido ocupado por pensamentos que não se organizavam em sequência, apenas se sobrepunham, insistentes, difíceis de ignorar.
A imagem de Filipa não saía da cabeça dele.