CAPÍTULO 32 — A ARMADILHA DE HENRIQUE
O café estava quase vazio quando Lara entrou. O relógio marcava oito e meia da manhã, e o aroma intenso de café fresco misturava-se com o silêncio quase absoluto do local. Era um daqueles lugares perfeitos para conversas discretas, onde cada palavra poderia ser ouvida ou distorcida, mas ninguém mais estava ali para ouvir.
No fundo, o pai de Lara já estava sentado, levantando-se quando a viu. Mais magro, cabelo grisalho desalinhado, olhos cansados e marcado