218- Não sou louca.

O camburão deixou o fórum sob escolta.

Melanie permanecia encolhida no banco de metal, as mãos algemadas à frente do corpo. Ainda chorava entre um soluço e outro, mas ninguém parecia lhe dar atenção. O motorista mantinha os olhos na estrada, enquanto dois agentes seguiam em silêncio ao seu lado.

Pela pequena janela gradeada, ela via a cidade desaparecer.

Os prédios deram lugar a ruas mais vazias.

Depois, apenas muros altos.

O veículo diminuiu a velocidade diante de um enorme portão de concreto.
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