Mel
Ele continua com os olhos fixos na estrada, sem tirar as mãos do volante, e seguindo sei lá pra onde. Não me dirigiu sequer uma palavra por todo esse tempo, talvez estivesse maquinando o seu próximo passo: parar numa estrada de terra, deserta, me estuprar e em seguida ceifar a minha vida.
Eu estava a ponto de explodir de tanta ansiedade, medo, incertezas e acabo decindo puxar conversa. Mas, pelo visto, não foi uma boa ideia.
— Não vai mesmo me dizer seu nome? Pelo menos isso tenho direito