Mundo de ficçãoIniciar sessãoNO ESCRITÓRIO DE PETER
Peter, eu estava sentado na minha poltrona de couro, a textura fria e firme quase contrastando com a tempestade de emoções que se agitou dentro de mim. Com um movimento impetuoso, joguei meu celular com força sobre a mesa, o som do impacto ecoando de forma quase terapêutica no ambiente silencioso. A ligação de Lélia ainda ressoava na minha cabeça, martelando incessantemente como um tambor no fundo da minha mente: "Trabalhando." A audácia dela em afirmar que estava "trabalhando" era como uma lâmina afiada, cortando através de uma teia de mentiras que eu cuidadosamente tecia ao longo dos meses. Levantei-me, os músculos tensionados, e comecei a andar de um lado para o outro, tentando conter a onda de irritação e incredulidade que crescia dentro de mim, um vulcão prestes a entrar em erupção. Enquanto caminhava, refletia sobre a frieza daquela mulher que, em um ato que parecia mais um desfecho de novela do que a vida real, se despediu sem palavras, como s






