Eu ainda conseguia sentir o tremor nas minhas mãos quando atravessei a porta de casa. O cheiro familiar da sala — café, madeira e o perfume suave da minha mãe — me atingiu como uma onda. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela me puxou para um abraço tão apertado que parecia que nunca mais iria me soltar.
— Minha filha… minha filha… — ela repetia, com a voz quebrada.
Eu a abracei de volta. Só naquele momento percebi o quanto estava cansada. Cansada, assustada e viva.
— Eu tô aqui