Saímos da delegacia e enquanto Camila se acomoda no banco do carona, vejo o tal Téo do outro lado da rua. O imbecil vira o rosto fingindo não me ver. Tenho vontade de ir até ele e perguntar se está me seguindo. Isso é muito estranho. O homem apareceu do nada e logo depois da denúncia dos políticos. Agora onde eu estou, ele está também.
Puxo a respiração.
Ele atravessa a rua e vem em direção da delegacia. Eu não perco tempo.
— Espera um pouco aqui, Mila.
— Aonde você vai?
— Resolver uma coisa. —