Capítulo 155 — Os olhos de Amara se abrem lentamente.
POV Killian Navarro
Uma semana depois
Uma semana não deveria ser tanta coisa.
Sete dias. Cento e sessenta e oito horas. Um intervalo pequeno demais para destruir um homem… ou grande o suficiente para ensinar tudo o que ele nunca quis aprender.
O hospital virou minha casa.
Eu sei exatamente quais corredores rangem, quais luzes piscam, qual enfermeira troca o turno às seis da manhã e qual médico evita olhar diretamente nos meus olhos quando fala dela. Sei o horário exato em que o cheiro de café invade o andar e em que o silêncio fica mais pesado, perto das três da madrugada, quando até a esperança parece dormir.
Amara ainda não acordou.
Essa é a frase que ninguém precisa me dizer. Eu sei. Eu sinto.
Ela está viva... repetem como um mantra cauteloso, mas permanece em coma induzido. O impacto na cabeça foi sério. O corpo respondeu melhor do que o esperado. O cérebro… é imprevisível.
Essa palavra virou minha maior inimiga.
Imprevisível.
Eu sempre construí minha vida para que nada fosse assi