POV AMARA
A porta bate atrás de Dominic quando ele sai do quarto do hotel, e algo dentro de mim se contrai.
Ele estava exausto, com o rosto marcado pelos hematomas da briga. Mas ainda assim insistiu:
— Vou para a empresa terminar os últimos ajustes. A inauguração é em poucos dias… e quero você lá para ver tudo funcionando.
— Dominic…
— Volto antes do almoço. Descansa.
— Você não devia sair machucado assim.
— Eu já enfrentei piores. Agora… você? Você só descanse.
Ele sorriu, aquele sorriso cansado que tenta parecer forte. E antes de ir, ainda tocou minha mão. Um toque gentil, silencioso, quase perigoso.
Quando ele saiu, eu fiquei na cama, abraçada a um travesseiro que ainda tinha o perfume dele.
Eu deveria me sentir culpada. Eu deveria me sentir horrível. Mas tudo que sinto… é cansaço. E um alívio estranho, nascido do fato de que, pela primeira vez em anos, eu acordei sem o peso de Killian me observando, julgando, controlando.
Livre. A palavra pesa, mas não machuca. Não tanto quanto a