POV AMARA CASTELLARI
Eu acordo com a sensação de que meu peito está sendo apertado por uma mão invisível.
Demoro alguns segundos para entender por quê.
A discussão da noite anterior volta inteira: o grito dele, o meu choro, as palavras que escaparam como lâminas afiadas, a dor antiga queimando viva… e o pior: A forma como Killian olhou pra mim.
Como se fosse capaz de destruir o mundo inteiro só para não me perder. E isso... isso é exatamente por que eu preciso ir embora.
Eu não posso respirar aqui. Não posso pensar aqui. Não posso existir aqui.
Eu deslizo da cama, com cuidado para não fazer barulho. A mansão está silenciosa. O silêncio que eu mais temo: o silêncio do predador que ainda está dormindo.
Eu me visto devagar. Legging escura. Camiseta de manga larga. Tênis confortáveis.
Coração martelando na garganta.
Minha barriga pesa um pouco quando me abaixo para pegar a bolsa. O bebê se mexe, como se sentisse meu nervosismo.
— Calma, pequeno… — sussurro, passando a mão. — A mamãe sabe