Li Wei
A viagem da pista de pouso até a fazenda foi como cruzar um portal para outra dimensão. Siena, ao volante da picape robusta, era uma visão de competência e pertencimento. Ela era a rainha em seu próprio reino, e eu, o rei estrangeiro visitando pela primeira vez. Deixamos o asfalto para trás, e as estradas de terra vermelha se tornaram nossas guias, serpenteando por uma paisagem de uma beleza que as fotos que ela me mostrou não faziam justiça.
Colinas verdes, de um tom vibrante que parecia pulsante de vida, ondulavam até onde a vista alcançava. Elas estavam cobertas por fileiras e mais fileiras de arbustos verde-escuros, as folhas brilhando sob o sol brasileiro.
—Os cafezais—, disse Siena, sua voz suave, notando meu olhar maravilhado. —Este é o coração do império da minha família. Onde tudo começou.
O ar que entrava pela janela era uma sinfonia de cheiros que eu nunca havia experimentado. Era pesado com o aroma de terra úmida após uma chuva recente, misturado com o perfume doce