119. MATANDO A SAUDADE
PAOLA BACKER
Quando o despertador tocou, pulei da cama, o sorriso que pendia dos meus lábios não podia ser escondido ou controlado.
Chamei a Mel para que começasse se arrumar para ir a escola. Ela não parava de tagarelar sobre o John, e eu ouvia tudo e fazia comentários quando tinha a chance.
— Mãe, você está feliz. Nunca lhe vi assim.
A observação dela me pegou de surpresa. Senti um pe-queno peso no peito, eu deveria ter sido mais forte por ela, sor-rindo mais vezes, brincado mais, dando ma