O sábado amanheceu sem a melancolia cinzenta da véspera. O sol rompeu as nuvens sobre Nova York, banhando os arranha-céus de Manhattan com uma luz dourada e implacável, quase como um holofote divino apontado diretamente para a imponente arquitetura da Catedral de Saint Patrick. Era o dia do casamento do século. O dia em que o império Alencar consolidaria sua dinastia e em que o mundo suspiraria diante do que as revistas já chamavam exaustivamente de "o maior conto de fadas da modernidade".