Alguém queria fazer ela sofrer.
Beatriz franziu a testa, decidida a trocar de hospital para consultar outro psicólogo. Ela não acreditava que estivesse com paranoia. Lucas, observando o esforço dela para se manter calma, comentou: — É uma cobra verde, sem veneno. Fica aqui fora, eu vou lá resolver isso. Ele segurava o casaco, prestes a entrar.
Beatriz segurou a manga dele, hesitante:— Espera aí. Deixa eu ligar para um serviço especializado.
Lucas baixou o olhar para os dedos finos dela, que segu