A mesa do jantar da mansão tinha aquela beleza fria das coisas que foram pensadas para impressionar e que, com o tempo, simplesmente existem — a madeira escura, a louça branca, os copos de cristal que pegavam a luz do lustre e a devolviam em pequenos arcos brilhantes sobre a toalha. Rosa tinha servido um creme de abóbora, e o cheiro que subia das tigelas era quente e familiar, daquele tipo que ameniza qualquer ambiente, mesmo os mais formais.
Álvaro estava na cabeceira, como sempre, com o jorna